Gravidez é um acto inconsciente, uma vontade que tem de ser vista como um resultado final, que implica uma série de testes e barreiras impensáveis, mas necessárias para atingir um fim! Só palavras caras para tentar dizer que estar grávida é… desgastante, cansativo, chato… são insónias, fomes, dores nas costas, peso, pés inchados, mau estar, enfim é uma infindável lista péssima e péssimamente confundida com um estar de Graça… que nunca lhe cheirei graça nenhuma!
Paralelamente é a tua imaginação que leva avante a capacidade para aguentar esta “fase” (só pode ser muitaaa idealização!), é a necessidade constante de idealizá-la nos meus braços, de preparar o seu quarto,as suas coisas para a receber que nos faz caminhar no meio desta chatice que é estar grávida!
Os seus pontapés, que começam por ser pequenas experiências deliciosas, motivo de toda a nossa atenção e que fazem parar o nosso pensamento, passam a fazer parte de nós, da nossa rotina e bem estar, como que uma relação dependente para que nos possamos sentir seguras e justificar tudo o resto. Estar grávida é uma fase diferente para cada uma de nós, talvez necessária para nos preparar para o que vem a seguir… se é que alguma coisa nos consegue preparar para a maternidade… é um pequeno susto que será sempre justificado no final… no momento que todas ansiamos, de ter o nosso bebé com saúde nos braços e podermos finalmente respirar!
Minha querida menina, que vais estando cada vez mais presente na minha vida, é um sentimento que vai nascendo aos poucos, uma preparação psicológica que se torna cada vez mais real, e que ganhará toda a sua autenticidade no momento final, quando eu te conhecer. A idealização ja voou por onde podia voar, os medos, os anseios, os pensamentos já vaguearam por este mundo fora e tudo aguarda pela reacção física, que o impacto visual de te conhecer irá causar.
Novembro 2009 – grávida da 1 filha (Alice)